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quarta-feira, 11 de julho de 2007

Ainda na memória


Claudia,
Há muito que queria acrescentar alguma refllexão a esta nossa troca de ideias. Como imaginas, a campanha tem sido dura e exigente, pelo que não tenho tido muito tempo para escrever.
Vejo, sem espanto, que temos poucas são as diferenças que nos separam. Na verdade concordo com grande parte do que dizes.
Permite-me apenas algumas considerações.
Em primeiro lugar os agentes políticos devem procurar o equilíbrio entre os recursos disponíveis, numa por vezes estranha dança entre o que se quer e o que se pode fazer. Claro que era bom que pudéssemos ter recursos ilimitados, que estes pudessem ser colocados nos melhores projectos, em prol do desenvolvimento da cidade. Mas, como sabes, os recursos são escassos e a distribuição de recursos por projectos é bem deficiente.
É por isso que considero importante que antes das tomadas de decisões (i.e. da distribuição de recursos), se tome o tempo necessário para que os projectos sejam bem elaborados, e obedeçam a necessidades estratégicas para o desenvolvimento da cidade.
No caso dos arquivos, também eu (como imaginas) queria vê-los abertos amanhã, com óptimas condições de armazenamento, com bases de dados construídas e publicadas na net, com óptimos espaços de consulta e de trabalho. Infelizmente isso não é possível. Pelo menos no imediato. Mas é possível pensar sobre o que queremos fazer. Qual o quadro onde queremos desenhar as novas formas de colaboração e de articulação entre as diversas entidades que, necessariamente, tem de se envolver. É sobre esta construção que penso, quando afirmo que é necessário ter o esquema bem pensado, antes de voltar a abrir os arquivos.
Entretanto, pode-se aproveitar os arquivos existentes. Do arquivo do Arco do Cego lembro-me de um bom par de investigações que se podem fazer. Umas ligadas a conteúdos eleitorais (ainda mais quando, em 2008, faz 100 anos da vitória republicana nas eleições municipais de Lisboa), outras à arquitectura. Pelo menos sei que existem amplos acervos nessas áreas.Agora, não se podem desperdiçar novas oportunidades. E a próxima CML terá de ter a atenção necessária à memória e à identidade cultural da cidade de Lisboa.
Há, repito, que incentivar a criação de projectos multidisciplinares de investigação olissipográfica, definindo áreas, temas ou épocas estratégicas para a construção identitária de Lisboa, para a edificação de uma melhor «Marca», produto de consumo turístico, e para se criarem as condições necessárias para um hype à volta de Lisboa, para que se crie – por cinco, seis anos - um movimento sustentado de investigação criativa articulada estrategicamente com a necessidade de criar em Lisboa não só uma marca reconhecível como um espaço urbano de vivência estruturada.
Quando se fala de marcas de cidades, num estranho sentido macro-económico e «marqueteiro», esquece-se que a Marca não é mais que uma identidade consolidada e pronta para consumo. E Lisboa perdeu, há muito, o sentido da sua identidade.Há que refazê-la. Na História e na Memória.
A próxima CML, se liderada por António Costa, terá todas as condições para colocar em marcha estas ideias. Tenho poucas dúvidas disso.

[Entretanto verifiquei que também o Daniel opinou sobre a necessidade de preservar a memória da cidade. Este texto é, assim, um pouco para os dois.]

JRS

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Lisboa Cri@tiva

07 de Julho

O Maxime foi palco de um participado debate promovido pela candidatura do Partido Socialista, intitulado Lisboa Criativa, que contou com a presença, entre outros, de Manuel João Vieira, João Caraça, Henrique Cayatte, António Câmara e do Ministro da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago.

António Costa, ladeado pela candidata à vereação Rosália Vargas, assistiu a quase uma vintena de intervenções dos presentes sobre as potencialidades de Lisboa, actualmente adormecida, mas pronta a ser um pólo catalizador de novas tendências e mais criação.

Para António Costa, a crise da cidade é "estrutural, porque a cidade tem estado a perder população, empregos e iniciativa". Para ultrapassar este cenário, Costa entende qua a Câmara tem que saber gerar "valor acrescentado" o que só se consegue "com pessoas criativas e não com patos bravos. A uma Câmara Municipal compete criar o quadro para que essa criatividade se possa gerar e afirmar".

Surgiram muitas e boas ideias durante o debate. A título de exemplo, o presidente da YDreams sugeriu que Lisboa crie uma t-shirt transparente, "uma t-shirt transparente para simbolizar a ideia de uma cidade transparente"

Texto via «Unir Lisboa»



domingo, 8 de julho de 2007

4 - 12 - 15


Caro Paulo,

Em primeiro lugar, parabéns pelo quarto aniversário do Bloguítica. É, hoje, mais que uma referência da blogosfera. Parabéns.


Depois, respondendo à tua pequena «provocação» respondo com simplicidade, apresentando-te dois números: 12 e 15.

12 são o número de candidatos à presidência da CML. Bons e maus, mais bem preparados ou autênticos pára-quedistas, a verdade é que 12 concorrentes dividirão entre si o bolo eleitoral de 15 de Julho, dificultando, naturalmente, alguma grande concentração de votos.

O outro número é o 15. O dia das eleições. 15 de Julho, como deves de imaginar, é o dia onde muitos lisboetas saem para férias, chegam de férias, ou estão furiosos por não estarem de férias. É, sem dúvida, a pior data eleitoral dos últimos anos, e eu tenho muitas dúvidas que a votação chegue aos 50%.

Ora perante este cenário António Costa é dos candidatos mais afectados (não é o único, no entanto), uma vez que o seu eleitorado, mais ao centro, é exactamente aquele que está a entrar ou a sair da cidade para, literalmente, ir a banhos. Isto sem contar com os veraneantes de ocasião, que aproveitam o fim-de-semana para sairem da capital. Estas são duas explicações muito básicas, espécie de 101 da política autárquica.

Resumo. Muitos candidatos - voto mais distribuído. Eleições marcadas para o meio do período de férias - poucos eleitores - candidato centrista muito afectado. Posso, se quiseres, adiantar algumas explicações adicionais, que requerem já uma abordagem um pouco mais elaborada (que pode ter a ver com conceitos como voto flutuante, distribuição por método de Hondt, eleitorado fixo, abstenção, etc).

Se queres a minha opinião, acho incrível é como ainda pode ser possível atingir a maioria absoluta, como ainda se fala nisso. Em como aindas falas nisso. Em qualquer cenário competitivo tal situação seria impensável. Ao falares nisso só vens dar razão a quem, como eu pensa só haver um candidato à presidência da CML, sendo todos os outros apenas candidatos a vereador.

Ao resumires os temas da campanha à questão da maioria absoluta só vens lembrar que só António Costa pode aspirar ao (bom) governo da câmara, e que, nesse sentido, todo e qualquer voto noutro candidato só enfraquecerá o próximo executivo, que se quer capaz de resolver a inacreditável situação em que se encontra Lisboa.

Sabia-te descrente. Mas não te sabia assim tão descrente... (e, admito, fiquei surpreendido com a tua falta de paciência para com António Costa, tratando-o como se ele fosse um bandido vulgar, um político sujo e um cidadão-militante partidário de suspeita)


Ah, e isto não é sabonete, é um programa. Um programa para a cidade de Lisboa que, ao contrario do normal, é exequível. Se quiseres, também tens em versão reduzida


Para terminar, permite-me devolver a questão: como podes achar assim tão impossível que António Costa possa ter uma maioria que o permita governar, por 2 anos, a CML? Não consideras que Lisboa necessita de estabilidade política que lhe permita sair do buraco onde está? Ou defendes a ingovernabilidade, a anarquia como estado político? (é uma estranha posição para quem estuda a política, admito). Talvez defendas a política avulso, negociando a metro, com quem melhor convier para cada momento?

Não deve ser a política assumida e sufragada?
Sem coligações pré-eleitorais assumidas, quem quiser dotar a próxima CML de um governo estável e dar a Lisboa uma possibilidade de sair da trágica situação onde se encontra só tem um voto possível: António Costa. Tudo o resto ameaça prolongar esta crise.

JRS

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Passem a mensagem...

Como acabei agora a montagem da peça que se segue (são 6 e meia da manhã), tomei a liberdade de roubar ao Carlos Castro, via Tugir e Abrir Lisboa, o seguinte texto introdutório.

Muitas pessoas usufruiram de um bom comício, numa noite bastante agradável, num local emblemático da cidade e bastante revelador da degradação a que Lisboa chegou com a gestão camarárias dos últimos seis anos. O Parque Mayer é o exemplo do que não pode continuar a ser tolerado em Lisboa: degradação e desleixo.
António Costa explicou bem por que a Câmara Municipal precisa de contar com uma maioria estável.
Além de ter referido duas condições que só a candidatura do PS apresenta aos lisboetas: um programa claro e uma equipa qualificada para o cumprir, só com estabilidade no órgão executivo, isto é, uma maioria, será possível arrumar a casa nestes dois anos de mandato. A Câmara tem de ser parte da solução, não um problema e obstáculo para a cidade como tem sido.Por outro lado, nenhuma candidatura, como vários candidatos já fizeram saber esta semana, mostra interesse em ser parte integrante de uma solução municipal.
Só uma maioria claramente inequívoca pode arrancar Lisboa do atraso a que tem estado votada nos últimos seis anos.
CMC


quinta-feira, 5 de julho de 2007

Muito à frente


Que gosto ver que a campanha do António Costa não é, de todo, apenas discursiva, negativa ou política. Tem sido gratificante ver a sociedade civil a participar genuinamente, de forma altruista e contributiva, quer seja na cultura ou nos centros de dia, quer seja em arraiais, romarias ou jantares organizados.


Parece que toda a gente quer fazer parte da campanha. Opinar, criticar, envolver-se.



Como - e bem - refere muitas vezes o candidato António Costa, a cidadania activa não se esgota nos denominados «movimenmtos de cidadãos», muito pelo contrário. A candidatura «Unir Lisboa» é uma boa prova de que os partidos também sabem ser atraentes e sabem comunicar com a sociedade civil. Bem sei que não são tão vulgares como desejávamos estes exemplos, mas é com orgulho que me encontro associado a um deles: a candidatura «Unir Lisboa».


Ainda mais quando parece que a candidatura já percorre livremente os espaços do second life, autentica realidade virtual e paralela que parece ser das últimas modas mundiais.

Segundo me dizem, mais de 7 milhões de pessoas já estão inscritas nesta segunda vida (eu incluido). Nós também lá estamos.

Enfim, que dizer?
Esta candidatura «é muito à frente...»


(as fotos aqui expostas são da sede de candidatura virtual qua a candidatura Unir Lisboa tem no second Life. O tipo que aparece nas fotos sou eu, ou melhor, o meu «avatar», Guiseppe Zenovka...)






Campanha

Pode ver alguns videos da campanha eleitoral do António Costa aqui.

Por agora destaco os do Bairro Alto e o do Teatro Aberto.

Bairro Alto


Teatro Aberto


JRS

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Eu sei que já sabe mas é para lembrar...


Cartão amarelo? Cartão vermelho!

JRS

Já sabe?




Uma nova cidade.

É com muito gosto que vejo que o debate da reorganização administrativa da cidade de Lisboa começa a submergir, ainda que sorrateiramente, na campanha eleitoral.
Este é, a meu ver, um debate decisivo para o «terceiro tempo» da cronologia Costa.
É obvio que, com tanta trapalhada para resolver na CML, com tanto buraco por tapar, com a solvência financeira da câmara a assegurar, o tema da reorganização administrativa da cidade de Lisboa não seja prioritário. Mais, também penso que não caberá neste mini-mandato, de apenas dois anos. Será, isso com certeza, tema para fechar o próximo ciclo, daqui a seis anos.
Entretanto julgo imperativo que se promova um amplo debate público, o mais participado possível, onde sejam apresentadas propostas, sejam debatidas ideias, sejam construídos consensos e alternativas.
Lisboa não pode, como recorda o Carlos Castro, ser mantida com freguesias como os Olivais ou como os Mártires. Não é viável nem de boa gestão. Também não sei dizer se a solução deve passar pelos 4 Bairros do outro regime ou por outras soluções mais «modernaças». Sei que há que mudar, que há que definir critérios e que há que apresentar propostas.
Temos, hoje, de saber debater, saber planear e, depois, saber executar.
Este é um tema que me é muito querido. Dentro do PS, tenho procurado que se desmontem os tabus que envolvem a temática: o medo de perder esse pequeno poder que é ser Presidente de Junta, o medo à mudança, e o eterno medo de arriscar. No PS Belém (também no PS Lumiar) já há algum tempo que temos procurado promover algumas reflexões. São manifestamente ainda insuficientes, mas são um começo.
E, por vezes, é só de um começo que se necessita…

[Ana, um beijo… estava a ver que não escrevias…]
JRS

Notas Soltas (I)

Estava a ver um conjunto de iniciativas que a campanha de António Costa tem previstas para as próximas semanas e detive-me no “Encontro com Jovens”, a realizar no Belém Bar Café (BBC) no dia 10 de Julho. Lembrei-me, a propósito, de uma conversa que tive há uns dias atrás, enquanto participava na Marcha Gay. Foi sobre Lisboa, poder local e adolescentes, a dita conversa, em particular sobre a constatação de que as grandes linhas programáticas especificam as crianças e os velhos, mas quase não falam desta faixa etária.

Os desgraçados dos adolescentes (tantas vezes chatos, inconvenientes e irritantes, é verdade) são uns seres da terra de ninguém. Não são pequenos nem grandes. Para mais, não votam…

Mas eu gosto dos tipos, divertem-me. E “amar é amar com e não apesar de”, como dizia a Yourcenar.

Que tal preocuparmo-nos menos em lhes arranjar “ocupação”, com actividades que os “guardam” e que nos “descansam” (a nós, os adultos), e mais em lhes perguntar o que querem, responsabilizando-os pelas escolhas? Que tal discutirmos com eles os “nossos medos”? Que tal termos uma atitude pró activa na prevenção da toxicodependência e da gravidez adolescente? Que tal criarmos alternativas complementares aos projectos familiares e escolares? Que tal criarmos fóruns municipais de informação e esclarecimento? Que tal fazê-lo em articulação com estruturas já existentes, como é o caso, por exemplo, do Instituto da Juventude?

Acima de tudo, estes borbulhentos seres, com as hormonas todas aos saltos, têm direitos.

AMP

terça-feira, 3 de julho de 2007

Jornal «UNIR LISBOA»

Jornal «UNIR LISBOA»
Não está mau... não está nada mau...
JRS