Mostrar mensagens com a etiqueta CML. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta CML. Mostrar todas as mensagens

domingo, 8 de julho de 2007

Coincidência? … Talvez não!


Texto do PS Lumiar
A Empresa Municipal Gebalis vai promover hoje, dia 07 de Julho um concerto com o cantor Toy e tem estado a convidar os moradores dos Bairro dos Alfinetes, Salgadas, Marques de Abrantes, Quinta do Chalé, Condado e Ourives a assistir ao referido espectáculo.

Já não é a primeira vez que este artista é convidado para promover espectáculos nos Bairros Sociais de Lisboa.

Até aqui tudo parece normal.

Mas não será legitimo questionar porque agora a realização deste evento e não no mês transacto durante os festejos dos Santos Populares?

Estamos em plena campanha eleitoral.

É público que o actual Presidente do Concelho de Administração da Gebalis, Dr. Francisco Ribeiro é o nº 7 da lista do candidato Carmona Rodrigues.
Também é público a forte ligação que o artista Toy tem com o candidato ex-presidente da CML, dando voz ao hino da campanha para as eleições intercalares.

É legitimo perguntar:
- como é possivel a empresa municipal Gebalis promover este concerto neste período?
- Com que propósitos se realiza este concerto durante a campanha eleitoral?
- Será que todos os lisboetas, por intermédio da CML/Gebalis contribuem para a campanha de Carmona Rodrigues?

Não têm emenda!
Gonçalo [PS Lumiar]

4 - 12 - 15


Caro Paulo,

Em primeiro lugar, parabéns pelo quarto aniversário do Bloguítica. É, hoje, mais que uma referência da blogosfera. Parabéns.


Depois, respondendo à tua pequena «provocação» respondo com simplicidade, apresentando-te dois números: 12 e 15.

12 são o número de candidatos à presidência da CML. Bons e maus, mais bem preparados ou autênticos pára-quedistas, a verdade é que 12 concorrentes dividirão entre si o bolo eleitoral de 15 de Julho, dificultando, naturalmente, alguma grande concentração de votos.

O outro número é o 15. O dia das eleições. 15 de Julho, como deves de imaginar, é o dia onde muitos lisboetas saem para férias, chegam de férias, ou estão furiosos por não estarem de férias. É, sem dúvida, a pior data eleitoral dos últimos anos, e eu tenho muitas dúvidas que a votação chegue aos 50%.

Ora perante este cenário António Costa é dos candidatos mais afectados (não é o único, no entanto), uma vez que o seu eleitorado, mais ao centro, é exactamente aquele que está a entrar ou a sair da cidade para, literalmente, ir a banhos. Isto sem contar com os veraneantes de ocasião, que aproveitam o fim-de-semana para sairem da capital. Estas são duas explicações muito básicas, espécie de 101 da política autárquica.

Resumo. Muitos candidatos - voto mais distribuído. Eleições marcadas para o meio do período de férias - poucos eleitores - candidato centrista muito afectado. Posso, se quiseres, adiantar algumas explicações adicionais, que requerem já uma abordagem um pouco mais elaborada (que pode ter a ver com conceitos como voto flutuante, distribuição por método de Hondt, eleitorado fixo, abstenção, etc).

Se queres a minha opinião, acho incrível é como ainda pode ser possível atingir a maioria absoluta, como ainda se fala nisso. Em como aindas falas nisso. Em qualquer cenário competitivo tal situação seria impensável. Ao falares nisso só vens dar razão a quem, como eu pensa só haver um candidato à presidência da CML, sendo todos os outros apenas candidatos a vereador.

Ao resumires os temas da campanha à questão da maioria absoluta só vens lembrar que só António Costa pode aspirar ao (bom) governo da câmara, e que, nesse sentido, todo e qualquer voto noutro candidato só enfraquecerá o próximo executivo, que se quer capaz de resolver a inacreditável situação em que se encontra Lisboa.

Sabia-te descrente. Mas não te sabia assim tão descrente... (e, admito, fiquei surpreendido com a tua falta de paciência para com António Costa, tratando-o como se ele fosse um bandido vulgar, um político sujo e um cidadão-militante partidário de suspeita)


Ah, e isto não é sabonete, é um programa. Um programa para a cidade de Lisboa que, ao contrario do normal, é exequível. Se quiseres, também tens em versão reduzida


Para terminar, permite-me devolver a questão: como podes achar assim tão impossível que António Costa possa ter uma maioria que o permita governar, por 2 anos, a CML? Não consideras que Lisboa necessita de estabilidade política que lhe permita sair do buraco onde está? Ou defendes a ingovernabilidade, a anarquia como estado político? (é uma estranha posição para quem estuda a política, admito). Talvez defendas a política avulso, negociando a metro, com quem melhor convier para cada momento?

Não deve ser a política assumida e sufragada?
Sem coligações pré-eleitorais assumidas, quem quiser dotar a próxima CML de um governo estável e dar a Lisboa uma possibilidade de sair da trágica situação onde se encontra só tem um voto possível: António Costa. Tudo o resto ameaça prolongar esta crise.

JRS

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Passem a mensagem...

Como acabei agora a montagem da peça que se segue (são 6 e meia da manhã), tomei a liberdade de roubar ao Carlos Castro, via Tugir e Abrir Lisboa, o seguinte texto introdutório.

Muitas pessoas usufruiram de um bom comício, numa noite bastante agradável, num local emblemático da cidade e bastante revelador da degradação a que Lisboa chegou com a gestão camarárias dos últimos seis anos. O Parque Mayer é o exemplo do que não pode continuar a ser tolerado em Lisboa: degradação e desleixo.
António Costa explicou bem por que a Câmara Municipal precisa de contar com uma maioria estável.
Além de ter referido duas condições que só a candidatura do PS apresenta aos lisboetas: um programa claro e uma equipa qualificada para o cumprir, só com estabilidade no órgão executivo, isto é, uma maioria, será possível arrumar a casa nestes dois anos de mandato. A Câmara tem de ser parte da solução, não um problema e obstáculo para a cidade como tem sido.Por outro lado, nenhuma candidatura, como vários candidatos já fizeram saber esta semana, mostra interesse em ser parte integrante de uma solução municipal.
Só uma maioria claramente inequívoca pode arrancar Lisboa do atraso a que tem estado votada nos últimos seis anos.
CMC


quarta-feira, 4 de julho de 2007

Sobre os arquivos da CML.

.
Em comentário a este post disseste:
.
Vi, mais tarde, que tinhas desenvolvido a ideia no Peão.
Como sabes o tema que trazes a debate é-me muito querido. Não só por trabalhar em História, por ser investigador ou por ter investigado (e trabalhado) sobre a História de Lisboa (onde consultei, muitas vezes, o Artigo do Alto da Eira). É por considerar que uma cidade que não trata do seu passado não tem presente nem pode ambicionar ao futuro.Não me apresento, como imaginas, em representação da candidatura do António Costa, mas posso-te dizer que essas preocupações são bem visíveis no discurso que o candidato do PS projecta para a cidade. Não será, como imaginas, tarefa prioritária para o «período da Urgência», na célebre cronologia Costa (período dedicado à arrumação da casa), mas não tenho dúvidas que as questões da memória da cidade serão peças fixas na construção do futuro.
No muito que tenho ouvido, no decurso desta pré-campanha, a ideia de tornar Lisboa uma cidade agradável á investigação científica é algo muito atraente e que tem feito o seu caminho no discurso político de alguns candidatos, em especial de António Costa. Agora, vamos ter de nos batermos (eu vou) pela não restrinção a ciência apenas às ciências exactas. Temos de fazer prevalecer a mais valia das ciências sociais, em especial as ciências históricas e documentais (importantíssimas na manutenção e na projecção – cultural, mas também política e económica – de Lisboa como cidade global). Temos de saber vender a História (velha discussão).
.
Levantas algumas boas questões, vou tentar responder a algumas (em nome próprio).
1. Não me parece prioritário a construção de um edifício central no Vale de Santo António. Parece-me mais eficaz ver, no edificado camarário existente, a possibilidade de poder apresentar uma solução mais válida que um novo edifício.
2. Levantas a questão da brevidade de resolução do problema, e deixa-me dizer-te que prefiro que se pense primeiro no que se vai fazer, do que comprar soluções de pacote, prometer obras e transferências milagrosas. Não se pode repetir o exemplo da Hemeroteca. Tem que se elaborar um plano, articulando todas as entidades interessadas na boa solução: CML, investigadores, Universidades e Centros de Investigação, os utilizadores comuns e o próprio Estado.
.
Agora, deixa-me retribuir com algumas questões. Onde está a interligação entre a Universidade e a História local? Tirando alguns trabalhos da Maria Antónia Pires de Almeida, do Luís Vidigal, do Paulo Jorge Fernandes, do Pedro Tavares de Almeida (antigos) e alguns meus (ainda inéditos – tenho de tirar um tempito para os publicar) há pouca produção universitária sobre Lisboa. O que falta para haver uma melhor interligação entre a Universidade e a Autarquia? Porque não apresentar, com parcerias entre Universidades, Centros de Investigação e a Câmara, projectos de investigação à FCT? E porque não procurar financeamentos alternativos? Porque não estabelecer protocolos entre a CML e as Universidades, como aquele entre a AUL e o GEO no tempo do João Soares (que produziu uma bela pós graduação sobre «História de Lisboa»)?
Há inclusive um Gabinete de Estudos Olissiponenses. O que faz? Não devia ele coordenar tudo o que respeitasse a estas necessidades? Que estudo fazem lá para o palácio do Beau Sejour?
Pergunta-se sempre o que é que a CML pode fazer pelos investigadores, e o que é que os investigadores podem fazer pela CML?
JRS

Cartão amarelo? Cartão vermelho!

JRS